Estamos falando dos carros de “Velozes e Furiosos”, agora com o “Desafio em Tóquio” em que as manobras de drift são os destaques. Conheça os modelos que foram usados no filme
FastDriver
Uma das cinesséries mais aguardadas pelos fãs de carros estréia nesta sexta-feira, dia 11, nos cinemas brasileiros. Estamos falando, claro, sobre o filme “Velozes e Furiosos – Desafio em Tóquio”, 3ª franquia da produção que já arrecadou quase US$ 500 milhões no mundo todo.
Como nosso papo é carros e não filmes, deixemos de lado a história em si e seus personagens (que podem ser conferidos ainda hoje na crítica do site Omelete, nosso parceiro no portal iG) para falar dos “atores principais”, ou seja, os modelos preparados para fazer bonito na tela grande.
Se o primeiro filme colocou o tuning e os cilindros de nitro em evidência mundial, e o segundo somente realçou mais ainda o fenômeno dos carros tunados, a terceira produção aborda um assunto bem interessante, o drift, uma técnica de pilotagem que hoje tem até campeonato em alguns países e logo no Brasil.
Drift: quanto mais fumaça, melhor
Para quem não conhece, o drift consiste em controlar o carro enquanto há tendência ao sobresterço. Pareceu complicado, né? Estamos falando da famosa saída de traseira, mais comum em carros com tração no eixo traseiro, claro. A técnica é manter o carro em movimento e com torque elevado, deslocando-se no sentido diagonal da carroceria. Parece simples, mas é como equilibrar-se numa corda bamba: um pouco menos de força e o carro volta ao trajeto normal, e, se exageramos, ele perde a traseira e roda.
A prática teve início no Japão e, mais tarde, nos Estados Unidos, e hoje há diversas competições em andamento. Mas, quem pensa que o objetivo é ser o mais veloz andando dessa maneira, errou. O drift é meio que uma arte em que aspectos como velocidade de entrada na curva e quantidade de fumaça expelida pelos pneus e tempo que o piloto consegue manter-se de lado contam ponto na visão dos juízes. Há também algumas regras para os carros, uma delas básica – apenas carros com tração traseira – e outras para manter um certo padrão de equipamentos, como admitir somente modelos com motor dianteiro
Nas duas primeiras fitas, o policial Brian O´Connor (papel de Paul Walker) desfilou a bordo de Mitsubishi Eclipse, Toyota Supra, Nissan Skyline, Mitsubishi Lancer e até um Camaro 1969. Agora a história é outra e o personagem principal também. Estamos falando de Sean Boswell, o protagonista, que após se envolver em problemas com a polícia, viaja para o Japão para morar com o pai, militar de carreira. A partir daí é desfile de fumaceira e carros produzidos.
Mazda RX-7, o protagonista
O Mazda RX-7 é que podemos chamar de carro incomum. Seu motor, do tipo rotativo (em que os pistões são substituídos por uma peça triangular), oferece mais potência por litro que outros propulsores convencionais. O exemplar do filme dá show é dirigido pelo personagem Han. A preparação do modelo, de 1994, (na verdade, três exemplares) foi feita pela empresa japonesa Veilside que colocou rodas especiais de 19 polegadas e pneus 255/30 na frente e 315/25 atrás. Isso é que perfil baixo! O motor psssou a gerar 350 cv graças ao um novo turbo e a uma central eletrônica Apexi.
Mitsubishi “Evil R” Lancer Evolution IX
Um dos modelos que o herói Sean pilota é o Lancer Evolution, mais conhecido pelo desempenho em ralis. Aqui uma modificação radical: foi desativada a tração integral e deixada apenas a das rodas traseiras, condição básica para o drift. Retrabalhado, o motor de 2.0 litros passou de 280 para 400 cv.
Nissan 350 Z triplicado
Provavelmente, um dos melhores trabalhos feitos pelos preparadores (a americana Top Secret), os três Nissan 350 Z dão show, a começar pela pintura especial, com desenhos em nuances nas laterais das carrocerias. O mais curioso, no entanto, é mesmo a frente alongada, chamada de Longnose (nariz longo). Os dois esportivos despejam 460 cv de potência e têm rodas aro 19 atrás e 18 na frente. Ah, o modelo preto é do bandidão da história...
Ford Mustang 1967
Pois é, o lendário Mustang também faz parte da trama, mas, para a decepção dos seus fãs, o muscle-car precisou de pesadas modificações para encarar seus rivais japoneses. Uma delas dói no coração: a substituição do V8 original por um 6 cilindros tirado do Nissan Skyline. A desculpa dos produtores foi que o Mustang não conseguiria ter um desempenho à altura sem um propulsor com torque mais generoso a baixa rotação. E não foi só isso, a suspensão molengona tipicamente americana precisou ser endurecida para adequar seu comportamento. Quem já viu o filme, diz que ele foi bem...
Chevy Monte Carlo
É com esse carro que nosso herói começa o filme. O visual detonado esconde um V8 com nada menos que 805 cv e 78 kgfm de torque.
Mazda RX-8
O herdeiro do RX-7 aqui é apenas coadjuvante. A pintura é primorosa e o motor, apesar dos “poucos” 400 cv, faz bonito nas cenas secundárias.
Volkswagen R32 e Touran
A montadora alemã quis fazer mais uma pontinha no filme (já havia aparecido antes com um Jetta – Bora, para nós). Agora ela doou dois modelos, o Golf R32 e a minivan Touran(!). Até que a pintura ficou legal...
Para ler a crítica, conferir a programação ou comprar seu ingresso para o filme, acesse oOmelete, nosso parceiro no portal iG.
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