Avaliação
26/9/2008 11:23:00

Novo Focus: mesmo espírito, mas o corpo é outro

Avaliamos a versão Ghia com câmbio manual e automático, que mostraram potencial de desafiar seus rivais mais tradicionais

FastDriver

Nada como ter um mercado aquecido. Se a atual fase de euforia nas vendas de automóveis no Brasil não tivesse ocorrido, certamente alguns modelos que você vê chegando às ruas hoje estariam muito longe daqui. É o caso da nova geração do Focus. O veículo já rumava para o 9º ano em produção, sem grandes alterações. Bastou, no entanto, que a demanda crescesse para que a Ford decidisse em apenas 18 meses produzir a atual geração européia, recém modificada por eles.

Com isso, o brasileiro – e também argentinos, colombianos e venezuelanos – terá a oportunidade de adquirir o modelo um ano antes do previsto. E, afinal, valeu a pena esperar? Talvez sim já que a geração 2 original, introduzida na Europa em 2004, não foi tão feliz quanto à primeira. Agora, com o estilo Kinetic aplicado à frente, o Focus chega bem, mas “sai” de maneira não tão interessante.

Espírito permanece
Para um fã do modelo anterior, a ausência das linhas diagonais fará falta, já para quem torcia o nariz, agora o Focus parece mais natural. Talvez essa seja a maior diferença da nova geração: é um veículo mais comum, embora, como dissemos acima, tenha traseiras não tão bem resolvidas, tanto o sedã quanto o hatch. Independentemente disso, a dirigibilidade dele não só se manteve fiel às tradições como está melhor.

O câmbio manual, por exemplo, voltou a ser o que equipava as primeiras versões, porém, sem o anel para acionar a ré. Está mais preciso e de acionamento rápido. O motor 2.0 Duratec é um foguete, como os donos do Focus atual sabem. A relação de marchas é justa, tornando sua condução extremamente agradável, sem falar na direção eletro-hidráulica, com três níveis de ajuste.

Uma pequena deficiência da geração 1 era o pouco espaço longitudinal. O novo compensa com mais entreeixos, que facilitam a vida de quem vai no banco detrás. O painel, descomplicado, agrada, sobretudo no quadro de instrumentos. O bom rádio Sony também é um diferencial, além do ar-condicionado bi-zone. O Focus, enfim, chegou oferecendo muitos equipamentos para compensar a tradição dos modelos japoneses entre os médios.

Sem chave
Na versão Ghia, existe a tal partida por botão apenas com a presença da chave. Para sermos sinceros, é um capricho que não agrega muito. O espaço para o miolo continua ali atrás do volante, disfarçado por uma tampa. Em suma, nada como a boa e velha chave para fazer algumas funções. O acabamento é bom, mas lembra um pouco o Fusion em alguns detalhes, como a costura dos bancos de couro. Há opção para teto solar, coisa que poucas marcas gostam de oferecer.

Flex só em 2009

Evidentemente, haverá uma dilema para os compradores do novo Focus: ter o veículo já ou esperar pelo motor 2.0 Flex – e também o 1.6 Flex? A Ford já admitiu que o motor bicombustível será lançado como modelo 2010 e hoje em dia isso é um argumento forte, embora há muita gente que não gosta do Civic Flex, por exemplo.

Destaque de hoje
  • Alta Roda: Dilema rompido

  • guia de carros

    Pesquise veículos novos no site

    Fichas técnicas, equipamentos, desempenho
    • Por versão

    • Por valor

    • Preço mínimo
    • Preço máximo

    Ranking de vendas - Junho/10

    • 1
      Volkswagen Gol
      25423
    • 2
      Fiat Uno
      23163
    • 3
      Chevrolet Celta
      13915
    • 4
      Fiat Siena
      12253
    • 5
      Chevrolet Corsa Sedan
      12099
    • 6
      Fiat Palio
      11302
    • 7
      Volkswagen Fox
      11049
    • 8
      Fiat Strada
      10194
    • 9
      Ford Fiesta
      7440
    • 10
      Volkswagen Voyage
      7409