Ranking de outubro aponta queda de 12% nos emplacamentos em relação a setembro
FastDriver
A fase mágica da indústria automobilística parece que acabou. Carros reluzentes, apenas no Salão do Automóvel. A redução na demanda deve fazer os pátios das montadoras voltarem a encher de veículos empoeirados. A razão é bem simples: grande parte do volume de vendas devia-se ao crédito fácil, que acabou. Antes financiamentos longos e taxas de juros camaradas facilitaram a vida do consumidor, mas esse cenário já é mais restrito agora.
Resultado: as grandes montadoras foram as que mais perderam. A Chevrolet vendeu quase 20% a menos que em setembro enquanto a Renault viu suas concessionárias comercializarem 26% a menos de veículos – Fiat e Volks, as líderes, perderam entre 11% e 12%.
Os veículos mais baratos foram os grandes atingidos coma restrição aos financiamentos. O Sandero, da Renault, emplacou quase 40% a menos que no mês retrasado, seguido pelo Celta, da Chevrolet, com 37,4%. O Palio, vice-líder do mercado, despencou 23% e o Gol, o líder, 17,6%.
Mas houve quem comemorou: a Peugeot teve crescimento de 12,7%, impulsionada pelo novo 207, que emplacou 3 826 unidades. As japonesas Toyota e Honda, por exemplo, tiveram ligeiros aumentos nas vendas, sinal que seus clientes não se intimidaram com as dificuldades do mercado financeiro.
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