24/6/2010 07:54:00

Mais simpático, Logan se aproxima da sua garagem

Sedã não te conquistará, mas vai surpreender quem não considera só a beleza exterior

Fast Driver

Renault Logan 2011 
Expression 1.0 16V

Preço
R$ 30.190
Categoria
sedã compacto
Capacidade
5 passageiros
  • Renault Logan 2011
  • Renault Logan Expression 1.0 16V 2011
  • Renault Logan 2011
  • Nossa nota

    5,3

    Veja o veredicto abaixo
  • Índice de conteúdo

    44

    pontos
  • Ranking de vendas da categoria

    36704 unidades em 2010

Dados técnicos

Velocidade máxima
160 km/h
0 a 100 km/h
14,3 segundos
Consumo urbano
11,5 km/l
Potência
76 cv
Torque
9,9 kgfm
Porta-malas
510 litros

Veja ficha técnica completa

Rodrigo Mora

texto

Um carro muda a vida de muita gente. De uma marca, inclusive. Foi graças ao Logan que a Renault deixou de ser “elitista” para ser “generalista”, como define Christian Pouillaud, Vice-Presidente Comercial da empresa. Essa mudança de postura é que sustenta a montadora no 5º lugar no ranking nacional – entre as new commers, ela é a primeira, ficando atrás somente de Fiat, VW, GM e Ford. Portanto, chegou a hora de retribuir ao Logan tudo o que ele já fez pela Renault.
Na linha 2011 do sedã, a montadora francesa melhorou (mas não resolveu) sua principal característica negativa e manteve o que o carro tem de melhor. Ou seja, deu ao Logan um visual mais amigável, mas ainda distante da beleza, e não mexeu no preço, no valor das revisões e na exclusiva garantia de três anos. Se em 2009 o sedã fechou com 30.131 unidades vendidas, é provável que neste ano ele supere os 35.000 emplacamentos esperados pela Renault e conquiste os 7% de mercado desejados pela montadora.

Logan para todos

Quem compra um Logan pensou, em primeiro lugar, na família. Nada de aperto no banco traseiro e porta-malas de sobra para longas viagens. Mas o esforçado pai que abriu mão de um compacto mais descolado é retribuído com uma posição de guiar correta. Mesmo com ajuste apenas de altura para banco e volante, o condutor se acomoda facilmente. Os bancos acolhem bem mesmo os mais altos e obesos, enquanto o volante tem boa pegada. Um detalhe chama atenção na ergonomia: o pedal da embreagem é deslocado mais à esquerda, fazendo com o que o motorista o acione da maneira correta. Na maioria dos compactos, é preciso deslocar a perna para a direita, movimento que qualquer fisioterapeuta condenaria. Os comandos estão à mão, ainda mais agora que os botões dos vidros elétricos foram parar nas portas – seu suporte raspa na perna de quem vai na frente, mas ainda assim a mudança foi positiva. Nos bancos de trás, somente os filhos de um Avatar reclamariam de espaço.

Espartano, mas honesto

Internamente, o Logan recebe seus ocupantes com simplicidade, mas sem tratar mal. Percebe-se o corte nos custos por todos os lados: no painel com a mesma luz de seta para as duas direções, na maçaneta interna traseira, que “nasce” da própria porta; e no excesso de plástico. Em contrapartida, o revestimento dos bancos é agradável, o rádio tem bom funcionamento e o isolamento acústico está dentro do aceitável. Não há o aconchego de um hotel cinco estrelas, mas é tão honesto quanto uma pousada no interior.

Por R$ 2 500 a mais

Leve o Logan 1.6 8V. A versão avaliada, com bloco 1.0 16V de 76/77 cv, tem desempenho adequado para o uso urbano. Mas é difícil imaginar esse sedã com cinco passageiros e a bagagem de cada um deles numa longa viagem. Certamente o motorista vai chegar ao seu destino um tanto estressado e cansado, tamanha a quantidade de vezes que terá que reduzir as marchas em ultrapassagens ou simplesmente para manter o ritmo em leves subidas. O ouvido de todos também agradecerá: a 120 km/h, rodamos a 4.000 rpm, rotação que enche a cabine de barulho. No 1.6, caímos para 3.500 rpm.

O Logan não é um carro prazeroso de dirigir. Mas também não é ruim. A direção não é arisca, mas também não tem respostas muito lentas; o giro do motor cai demais a cada troca de marcha, mas o câmbio tem engates macios; a suspensão não é refinada, mas oferece boa estabilidade para quem não abusa.

Ou seja, trata-se de um carro que não foi feito para agradar ou emocionar, mas tem, escondido sob um desenho áspero, as qualidades exatas que o consumidor de sedãs nessa faixa de preço busca. E é melhor levar para casa um automóvel que logo de cara já mostra qual é sua principal deficiência e que depois vai surpreendendo pelas virtudes, do que um modelo que, sob uma casca melhor elaborada, camufla fraquezas que nem mesmo um belo design compensa. 

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    Ranking de vendas - Novembro/09

    • 1
      Volkswagen Gol
      25423
    • 2
      Fiat Uno
      23163
    • 3
      Chevrolet Celta
      13915
    • 4
      Fiat Siena
      12253
    • 5
      Chevrolet Corsa Sedan
      12099
    • 6
      Fiat Palio
      11302
    • 7
      Volkswagen Fox
      11049
    • 8
      Fiat Strada
      10194
    • 9
      Ford Fiesta
      7440
    • 10
      Volkswagen Voyage
      7409