Modelo tem o motor mais potente da categoria, mas o que chama a atenção nele é mesmo a generosa lista de equipamentos de série
Citroën
Citroën C4 Hatch 2010
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| Preço | |
|---|---|
| R$ 66.000 | |
| Categoria | |
| hatch médio | |
| Capacidade | |
| 5 passageiros | |
Dados técnicos |
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| Velocidade máxima | |
|---|---|
| 0 km/h | |
| 0 a 100 km/h | |
| 0 segundos | |
| Consumo urbano | |
| 0 km/l | |
| Potência | |
| 143 cv | |
| Torque | |
| 20,4 kgfm | |
| Porta-malas | |
| 320 litros | |
Veja ficha técnica completa |
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Ricardo Meier
O Hyundai i30 é um daqueles mistérios de marketing. O hatch médio coreano tem um design curioso: a traseira se inspira no Série 1, da BMW, já a dianteira lembra menos, mas lembra, a geração anterior do Accord. O carro não é flex e tem um pacote de peças caríssimo comparado aos nacionais, mas vende, e como vende – só até abril foram mais de 12 mil unidades.
Mas vocês devem estar se perguntando “ué, a matéria não é sobre o C4 hatch?”. É verdade, mas falar do modelo da Citroën sem se referir ao i30 não faz sentido. A marca francesa queria repetir o sucesso inicial do C4 Pallas também entre os hatches, segmento que andava as moscas até 2008 quando o novo Focus chegou. Não, o Vectra GT e Nissan Tiida quase passaram despercebidos e também não representam uma mudança de padrão como Focus, i30 e o próprio C4.
O problema veio da Coréia do Sul, portanto. Com um apelo de vendas que não se via há muitos anos, o hatch coreano eclipsou a concorrência o que, no fim, não foi bom para o consumidor. Tanto o Focus, agora flex em todos os níveis, como o C4 são bons ou até melhores que o coreano, mas juntos sofrem para vender o mesmo volume que ele.
Motor forte
O C4 já começa com argumento forte: tem o motor mais potente da categoria com 151 cv e 21,6 kgfm de torque usando álcool. Ele supera o i30 e o Focus também com gasolina, nesse caso apenas no torque maior e num regime mais baixo de rotações.
Na prática não é possível saber se o Citroën anda tudo que deveria já que a marca - assim como a Hyundai - não divulga dados de desempenho. A única informação é sobre o 0 a 100 km/h, que é feito em 11 segundos sem especificar qual combustível usado. É uma performance inferior a do Focus, por exemplo, que leva 10,4 segundos.
E, embora não divulgue também o escalonamento do câmbio, é nítido que a 1ª e a 2ª marchas são mais curtas do que o usual, talvez para imprimir um ritmo alucinante no carro logo na saída. Uma pena. Com um motor desses, bastava uma distribuição homogênea para garantir prazer ao dirigir.
O C4 hatch tem entreeixos cerca de 10 cm menor que o Pallas, o que se reflete num carro mais ágil nas curvas, sensação que é ressaltada pela suspensão firme por eixo de torção e a direção mais pesada, embora usando o sistema eletroidráulico. Mais que o sedã, aliás, o hatch parece fazer melhor uso do seu pacote mecânico.
O entreeixos mais curto, no entanto, prejudicou o espaço para as pernas no banco traseiro, cerca de 6 cm menor que do Ford. O perfil curvo da carroceria parece prejudicar um pouco o espaço para a cabeça no banco traseiro também. Mas o C4 se equivale na largura do cockpit ao seu rival Focus.
Miríade de equipamentos
O design do C4 hatch é dos mais bem resolvidos da família, juntamente com as minivans Picasso. O teto curvo garante uma personalidade única ao modelo, que tem traços limpos e elegantes. As lanternas são um destaque já que unem duas soluções em uma: elas percorrem a coluna traseira e se alargam na base. Um efeito melhor que o de carros com lanternas apenas nas colunas, cuja parte central geralmente é vazia.
Mesmo com rodas aro 16, a impressão de esportividade é bastante clara no C4. Mas não é no design ou na motorização que o hatch da Citroën se diferencia. Seu pacote de equipamentos é o principal argumento de compra.
O C4 hatch vem com quase tudo se imagina num automóvel de porte médio: ar-condicional de duas zonas, volante com múltiplas funções integradas, seis airbags, sensor de estacionamento, Bluetooth, vidros “one-touch” em todas as janelas, chave-canivete, e por aí vai.
São mais itens que modelos conhecidos pela generosidade nesse sentido, como o próprio Focus Ghia ou o sedã Linea Absolute. São poucas as ausências como é o caso do teto solar e do botão de partida, equipamentos do rival da Ford. Mesmo assim, o dono do C4 hatch Exclusive terá pouco a lamentar sobre esse aspecto, ao contrário de outros modelos.
Interessante notar que, ao contrário da Ford, que oferece muito mais na versão Ghia, as demais versões do C4 – GLX com motores 1.6 e 2.0 – também têm vários itens de série, além de custarem menos.
Por falar nisso, o C4 hatch Exclusive custa R$ 66 mil, praticamente R$ 2 mil a menos que o Focus equivalente. É verdade que o Ford tem suspensão traseira independente multilink e um conjunto mecânico primoroso, mas, na ponta do lápis, o Citroën entrega mais por menos. Só falta ser notado também pelos fãs do i30.
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